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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Última Hora - Guy Marais desapareceu

O assunto é grave e não merece sorrisinhos cínicos. Guy Marais, esforçado escriba deste café, não dá sinais de vida desde sexta feira passada, altura em que enviou um sms a Pedro de Leitões perguntando-lhe se queria ir jantar ao restaurante Cabeça de Porco, em Moreira. Posto isto, não mais atendeu telefones, respondeu a emails e, mais grave, à porta de seu apartamento vazio estava um bilhete manuscrito que dizia - e citamos - fui para Gondar. Ora, Guy, mitómano por vocação, dizia sempre que tinha um - e citamos - castelo em Gondar. Sabendo nós da inverdade de tal afirmação - Guy não tem nenhum castelo em Gondar, até porque não há castelos em Gondar - escarrapachamos* neste espaço a nossa preocupação e lamento pelo silêncio de Guy Marais. Afinal, quem cala consente.

* que palavra incómoda, não?

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Contra o Clericalismo Dominante Numa Sociedade Laica Ou Vice-Versa

Na espúria tentativa de tornar o Natal naquilo que ele não é, numa altura em que ele, muito menos, já aí está, as iluminações já começaram a ser colocadas no centro-cidade. Isto ainda antes do Pinheiro ser cortado, com uma pressa mais digna de obstinação mercantil do que de cumprimento de agendas e inauguração de praças. Nada de anormal neste uso iluminado, não fosse o facto de ninguém querer saber de iluminações para pouco, já que de belo nada têm. Mais valia pô-las todas juntas em S. Torcato, que, destarte, dariam vida à igreja cinzentona que lá há, fazendo acontecer um happening, coisa que por lá acontece pouco. Tudo que há cá tem que haver na minúscula área do centro-cidade. Atrofiante. Amiúde roçante do desespero. Extemporâneo. E pronto, daqui a um mês – é só passar o Guimarães Jazz, senão até parecia mal – começa aquela porcaria da música nas ruas, com publicidade bombardeada a quem se está defecando para ela, coisa de bimbos e parolos, feita para bimbos e parolos. E a CMG, conivente, cala e consente, autorizando, pensando ai que lindo, que tradição, dancemos o vira.