Ainda na fase de voltar à terra, depois de um breve período de recolhimento e meditação no coração de gelo da Sibéria, continuo a ver no que param as modas. Confesso que sou um pouco dado à intriga e à bisbilhotagem. Confesso o pecadilho, tão vimaranense que ele é! É a minha costela cuscuvilheira a funcionar. Quis saber os desenvolvimentos da discussão tão elevada que esta minha alfinetada provocou.
Fui beber à fonte, isto é, ao ninho dos cucos. E encontro o silêncio mais absoluto, o que não seria para estranhar num convento. Do tão proclamado e tão sui generis registo industrial da marca Nicolinas, nada. Nem uma mísera palavrita. O anúncio, ufano, vanglorioso e triunfal, próprio de quem tinha descoberto a pólvora antes dos chineses, onde se anunciava ao Universo e respectivos arrabaldes que
"a designação “Nicolinas” já se encontra protegida ao abrigo do direito da propriedade industrial, impedindo-se assim a sua utilização abusiva e o eventual registo por entidades não Nicolinas ou estranhas às Festas"
esfumou-se. Eclipsou-se. Dissolveu-se no ar.
Onde se podiam ler estas notícias, de que o Sr. Google ainda guarda uma vaga memória,
agora, encontra-se isto:
Nada. Nemigalha. Nente. Nicles. Peva. Zero.
Quem me explica o mistério de tal sumiço?
Arrependimento? Má consciência? Ou já estarão a inventar novas maroteiras?
Quem me explica o mistério de tal sumiço?
Arrependimento? Má consciência? Ou já estarão a inventar novas maroteiras?

