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terça-feira, 30 de outubro de 2007

A Tasca da Perigosa é Nossa

O que fez Guimarães para merecer um enxovalho deste tamanho?
Será que já não há vimaranenses como antigamente, daqueles que levantavam a sua voz e resistiam à afronta com justos insultos e pedradas mais do que merecidas? O que andam a fazer os nossos autarcas, que ainda não vieram a público exteriorizar sinais de mais do que justa revolta?

A Tasca da Perigosa faz parte da Guimarães profunda, é um património nosso e inalienável. Integra a memória vimaranense, que também tem direito ao seu bas-fond. Deveria ser defendida. Se tinha problemas a resolver com a lei, esse era assunto nosso e só nosso.

Polícias de Barcelos (e logo de Barcelos!) a sitiarem Guimarães? Os detidos conduzidos para o tribunal de Famalicão (e logo Famalicão!)? Então, em Guimarães já não há polícias nem tribunais?

Não têm nada a dizer, senhores de Santa Clara, perante tamanha
ignomínia?

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Estarão Doidos?

Ontem meteram-me por baixo da porta o cartaz que aí vai, que vinha acompanhado por um convite. O autor da façanha ou é alguém que tem um sentido de humor tão aprimorado e subliminar que não está ao alcance do comum dos mortais, ou não passa de um reles e grosseiro provocador, ou, simplesmente, será um suicida que já perdeu o amor à vida. Era só o que nos faltava: promover uma exposição fotográfica sobre os vimaranenses, acompanhada por um livro sobre os ditos em que não participa a maior sumidade na matéria, será o mesmo que falar de futebol e não convidar o Luís de Freitas Lobo, discorrer sobre o coração sem ouvir o Professor Pádua, dissecar uma ocorrência de faca e alguidar sem auscultar o Moita Flores, reinterpretar o milagre da Rainha Santa Isabel sem consultar o Hermano Saraiva ou cavaquear sobre sexo na ausência da palavra sábia do Machado Vaz. Estou mais ou menos abespinhado, praticamente em estado de choque e quase quase a espumar de raiva. Já rasguei o cartão do Cineclube e garanto que não volto a pôr os pés no Museu Alberto Sampaio. Fazem-me aquilo pelas costas e ainda lhes sobra lata suficiente para me mandarem um convite, como se eu me prestasse a ir prestigiar aquela excelentíssima porcaria. Já não há decência, essa é que é essa!